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Boas práticas na armazenagem de rações


O armazenamento de grãos e rações pode ser definido como um ecossistema e mudanças qualitativas e quantitativas podem ocorrer devido às interações entre os fatores físicos, químicos e biológicos¹. Dessa forma, a importância da armazenagem deve-se ao fato de que, com o armazenamento adequado dos produtos agrícolas, evitam-se perdas e preservam-se suas qualidades, além de suprir demandas e permitir aguardar variações de preços melhores².

Os tipos de armazenagens mais comuns para rações e matérias primas são: a granel em silos (metálicos, de alvenaria ou concreto) ou em armazéns convencionais (sacarias) e o aumento da temperatura e a umidade proveniente de chuvas frequentes criam condições ideais para a proliferação de fungos principalmente nos locais onde as rações são armazenadas.

Algumas espécies de fungos podem produzir micotoxinas, substâncias nocivas que contaminam a ração, causando danos à saúde dos animais. Veja abaixo algumas dicas para ajudar a evitar esse problema.

Características necessárias do armazém para produtos ensacados:

· Lugar seco e com boa ventilação;

· Separado do armazenamento de produtos tóxicos, combustíveis, desinfetantes e defensivos;

· A ração ensacada deve ficar sobre estrados, pelo menos 15 cm do chão;

· Sacos devem ficar distantes das paredes, formando um corredor por onde possa passar uma pessoa;

· Vale verificar o estado da cobertura do depósito, se não há goteiras ou calhas entupidas.

Silos metálicos também precisam de atenção às boas práticas de uso, conforme abaixo:

· Antes de reabastecer com nova remessa de ração, recomenda-se que o silo seja totalmente esvaziado e verificado: resíduos de ração nas paredes do silo, assim como manchas, são indicativos de entrada de umidade.

· Com a tampa superior do silo fechada, inspecione pela abertura de saída do silo se há entrada de luz por algum orifício, chapas tortas, ou buracos de parafusos faltantes.

· Não se esqueça de verificar também o perfeito fechamento da tampa superior do silo.

A utilização de produtos antifúngicos pela indústria de alimentação animal visa aumentar a vida útil de ração e proteger a produção de animais, controlando microrganismos que prejudicam o desempenho e diminuem a qualidade das rações e matérias primas.

Papel dos ácidos orgânicos

Ácidos orgânicos entram em contato com a célula patogênica e moléculas não dissociadas (intactas) e penetram a membrana celular. No interior da célula o ácido se dissocia e libera ions H+, baixando rapidamente o pH intracelular. A redução do pH intracelular provoca falência nas funções internas e gasto de energia para bombear o H+ para fora da célula. Esses fatores combinados levam à morte da célula patogênica.

Papel dos surfactantes

Os surfactantes possuem a função de reduzir a tensão superficial da água e melhorar a molhabilidade da matriz de alimento a ser tratada, auxiliando na gelatinização do amido durante o processo de peletização.

Os surfactantes também ajudam na superfície de contato e penetração dos ácidos orgânicos na matriz de alimento a ser tratada.

Boas práticas e cuidados na armazenagem garantem uma ração segura.