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Reciclagem Animal: O Processo da indústria de transformação de produtos e coprodutos bovinos


O Brasil é um dos principais produtores mundiais de carne bovina in natura. Em 2019, a produção foi de 10,2 milhões de toneladas. O maior produtor são os Estados Unidos, cuja produção é de 12,4 milhões de toneladas (USDA).


Como resultado do processamento da carne em 2019, estima-se que as indústrias frigoríficas geraram um volume superior a 7 milhões de toneladas de resíduos ou coprodutos (Abra).


Caracterizada pelo processamento das partes de bovinos não adequadas para consumo humano, a reciclagem animal transforma esses resíduos em coprodutos com valor comercial, como gorduras, farinhas etc.


O desenvolvimento e avanço das tecnologias melhorou o aproveitamento das carcaças, consequentemente aumentando o rendimento dos coprodutos.


O mercado interno absorve cerca de 5,3 mil toneladas de farinhas e gorduras animais por ano (58% para suplementação animal, 14% para a produção de “pet food”, 13,5% para biodiesel, 10% para higiene e limpeza e 4,5% para demais indústrias).


Com relação à exportação de coprodutos, em 2019 gerou-se uma receita de US$ 115 milhões. O principal produto de exportação foram as farinhas.


A cada 100kg de peso vivo de um bovino, cerca de 30kg a 40kg são resíduos, que são a matéria-prima para a fabricação de alimentos proteicos e energéticos, gelatinas e hemoderivados.


A pele bovina após o processo de curtimento é chamada de couro. O couro é utilizado em diversos setores (têxtil, vestuário, moveleiro, automobilístico etc.) e tem importância econômica na cadeia pecuária.


Da pele também se extrai o colágeno, uma substância usada em diversos setores (medicamentos, gomas e cosméticos).


Do intestino originam-se fios usados em procedimentos cirúrgicos. A insulina, utilizada no tratamento da diabetes por exemplo, é extraída do pâncreas bovino.


Das glândulas bovinas (suprarrenais, tireoide, pâncreas etc.) são extraídas substâncias usadas em perfumes e remédios.


A reciclagem é um importante fator na sustentabilidade da produção de alimentos, atuando como parte dos ingredientes em dietas de monogástricos, na produção de biodiesel (reduzindo o uso de combustíveis fósseis) e na fabricação de sabões, entre outros fins.


Antes da reciclagem animal, os resíduos eram descartados. A reciclagem animal reduz a emissão de gases causadores do efeito estufa.


Fonte: Scot Consultoria